Fico impressionado, a cada dia que passa, com a parcialidade de nossa imprensa. Ou ela é vendida, pró-governo (seja quem for o governante) ou é sensacionalista, baixa, rasteira, e em qualquer gesto ou atitude do presidente vê algo errado.
Esta notícia, publicada no site Terra, pertence a este segundo grupo de jornalismo.
Oras, Evo Morales é o novo presidente da Bolívia. Foi eleito. Irá tomar posse (torcemos por isso, não é mesmo? Que a Bolívia encontre uma estabilidade política). Então qual o problema dele ser tratado como chefe de Estado?
Além disso, há que se considerar também as relações que serão estabelecidas entre o Brasil e a Bolívia. 44% do abastecimento de gás natural no Brasil vem da Bolívia. Queremos ter boas relações com eles ou não?
A Petrobrás é a maior empresa estrangeira atuando lá. Isso é bom para o Brasil, e pode ser bom para a Bolívia também. É preciso estabelecer uma relação comercial justa, que seja boa para os dois países. E as condições para isso ocorrer são enormes!
Me deixa nauseado a cobertura que a imprensa faz da Bolívia e da Venezuela. Ainda ontem o jornal Nacional, ao falar da reunião de Evo com Lula, iniciou apresentando Evo como "o líder dos plantadores de coca". Isso é forma de tratar um presidente eleito democraticamente, com 54% dos votos? Apresentá-lo como se fosse um líder do tráfico (é essa a mensagem que foi passada)?
E no caso da Venezuela a coisa é ainda pior. Ainda estes dias, o mesmo jornal Nacional comentava a respeito do fato de que todos os deputados eleitos eram governistas. "Esqueceram" de citar que os partidos de oposição retiraram suas candidaturas e não disputaram as eleições. Se não disputaram, como poderiam se eleger?
É, a Globo não muda mesmo...
Leia a notícia original aqui: noticias.terra.com.br/b...
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