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Nesta quinta-feira, dia 8 de fevereiro, participei, pela primeira vez, de uma reunião de instância do PCdoB. Foi a reunião do partido de Florianópolis, que teve como assuntos estes temas atualmente em discussão: a eleição da presidência da Câmara dos Deputados, a formação do Bloco de Esquerda e a saída do camarada Nildão do PCdoB.
Primeiramente, faziam mais de 6 anos que não participava de uma reunião de discussão política. As últimas que participei foram no final de 2000, ainda em Porto Alegre, no PSB. Depois fui para o RJ, onde optei por não me envolver com o PSB de Garotinho/Rosinha, e depois, quando retornei para Santa Catarina, não presenciei nenhuma reunião de qualidade política no Partido Socialista Brasileiro de SC.
Foi uma feliz surpresa. Além da presença de cerca de 45 camaradas, houve uma intensa participação e intervenções de qualidade. Presente também na reunião o presidente estadual do partido, Jucélio Paladini, e a nossa vereadora Ângela Albino. Fiquei quietinho, só ouvindo, afinal, estou chegando e é bom saber ouvir e conhecer as pessoas que já estão fazendo a história do partido aqui há muito mais tempo.
Também me surpreenderam as intervenções, que em sua totalidade saudaram a formação do Bloco de Esquerda PCdoB-PSB-PDT. A nova postura do partido, sintetizada na frase "nosso compromisso é com o governo Lula, e não com o PT", parece ter ido de encontro ao sentimento da militância. Foi como que um "grito de liberdade", que deixou o partido mais à vontade para exercer seu papel de crítico construtivo do governo.
Foi unânime o sentimento de que o PCdoB deve se apresentar para a sociedade, disputá-la, colocar a "cara na rua", demarcar com o petismo e apresentar sua visão socialista. Acredito que de fato este é o caminho para construir e avançar a luta pelo socialismo no Brasil. Ainda mais que o PT está deixando um vácuo no campo da esquerda, ao aproximar-se cada vez mais do centro e da direita.
Em relação ao camarada Nildão, que não tive a oportunidade de conhecer, mas trata-se de destacada e histórica liderança do partido, com 26 anos de militância, ex-vereador, ex-candidato a vice-prefeito, foi lamentada a sua saída, mas também salientado que foi uma opção dele, de foro íntimo, e que as portas do partido estarão abertas, sempre, para ele.
Mas muitos camaradas também fizeram a observação de que não é a primeira vez que um fato como este ocorre, e portanto as razões para isso estão, ainda, no interior do partido, cabendo aos militantes a tarefa de discutir, descobrir onde estão as origens destes problemas, para que possam ser evitados.
Resumindo: gostei muito da reunião, e tenho ainda mais convicção de que fiz a melhor opção política que poderia ter feito. Antes tarde do que nunca!
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