Carta aos que ficam
Esta é a última vez que me dirijo aos companheiros e companheiras do PSB catarinense. De hoje em diante, certamente ainda encontrarei com muitos de vocês - principalmente com aqueles que seguirem pelo caminho da esquerda - mas não me farei mais presente nos eventos partidários.
Estou deixando, formalmente, o Partido Socialista Brasileiro. É uma decisão difícil de tomar, mas não me resta outra opção. O mais correto seria dizer que o PSB me deixou. Pode parecer estranho e talvez até pretensioso, mas é verdade. O PSB em Santa Catarina não representa absolutamente nada, nenhuma das razões que me levaram um dia, há vinte anos atrás, a me filiar ao pensamento de esquerda: companheirismo, solidariedade, ideologia, democracia, socialismo.
Estas palavras soam desgraçadamente estranhas dentro do PSB catarinense. O partido se constitui aqui em Santa Catarina em uma figura deformada do PSB nacional. Ocorreu um processo de privatização que aniquilou com o que restava da estrutura partidária. Hoje, temos uma executiva empresarial, formada por funcionários do presidente estadual. Uma direção que não discute política, que não organiza, que não promove o crescimento partidário, que não estimula a formação política. Que não possui nenhum vínculo com a esquerda e tampouco com a história do Partido Socialista Brasileiro.
Hoje, os objetivos do PSB são estranhos à causa socialista. Quando presenciamos, durante uma campanha eleitoral, o PSB apresentar um programa de governo encomendado, comprado, ao invés de construído através da discussão partidária, é porque realmente tudo vai muito mal. Quando presenciamos, pela imprensa, a negociação de cargos em uma aliança de direita, somos obrigados a concluir que restou de socialismo neste partido apenas uma palavra na sigla.
Quando acompanhamos pedidos de expulsão de companheiros que ainda acreditam no socialismo, pelo simples fato de discordarem da direção imposta ao PSB, é porque a chama do socialismo já se apagou neste partido.
Não há mais o que fazer no PSB. Tornou-se mera sigla, legenda de aluguel a ser negociada em eleições, em troca da obtenção de cargos e favorecimentos. Perdeu completamente seu rumo.
Acredito que um dia, no futuro, a direção nacional do Partido Socialista Brasileiro há de mudar essa situação. Certamente fará isso, quando a situação chegar a um ponto insuportável. Mas não estou disposto a esperar até este dia.
Vou dedicar o meu tempo, a minha vontade, minhas forças, na construção de um projeto democrático, popular, de esquerda e socialista para Santa Catarina. Afinal, a vida e a luta continuam!
Saudações socialistas,
Wladimir Crippa
Estou deixando, formalmente, o Partido Socialista Brasileiro. É uma decisão difícil de tomar, mas não me resta outra opção. O mais correto seria dizer que o PSB me deixou. Pode parecer estranho e talvez até pretensioso, mas é verdade. O PSB em Santa Catarina não representa absolutamente nada, nenhuma das razões que me levaram um dia, há vinte anos atrás, a me filiar ao pensamento de esquerda: companheirismo, solidariedade, ideologia, democracia, socialismo.
Estas palavras soam desgraçadamente estranhas dentro do PSB catarinense. O partido se constitui aqui em Santa Catarina em uma figura deformada do PSB nacional. Ocorreu um processo de privatização que aniquilou com o que restava da estrutura partidária. Hoje, temos uma executiva empresarial, formada por funcionários do presidente estadual. Uma direção que não discute política, que não organiza, que não promove o crescimento partidário, que não estimula a formação política. Que não possui nenhum vínculo com a esquerda e tampouco com a história do Partido Socialista Brasileiro.
Hoje, os objetivos do PSB são estranhos à causa socialista. Quando presenciamos, durante uma campanha eleitoral, o PSB apresentar um programa de governo encomendado, comprado, ao invés de construído através da discussão partidária, é porque realmente tudo vai muito mal. Quando presenciamos, pela imprensa, a negociação de cargos em uma aliança de direita, somos obrigados a concluir que restou de socialismo neste partido apenas uma palavra na sigla.
Quando acompanhamos pedidos de expulsão de companheiros que ainda acreditam no socialismo, pelo simples fato de discordarem da direção imposta ao PSB, é porque a chama do socialismo já se apagou neste partido.
Não há mais o que fazer no PSB. Tornou-se mera sigla, legenda de aluguel a ser negociada em eleições, em troca da obtenção de cargos e favorecimentos. Perdeu completamente seu rumo.
Acredito que um dia, no futuro, a direção nacional do Partido Socialista Brasileiro há de mudar essa situação. Certamente fará isso, quando a situação chegar a um ponto insuportável. Mas não estou disposto a esperar até este dia.
Vou dedicar o meu tempo, a minha vontade, minhas forças, na construção de um projeto democrático, popular, de esquerda e socialista para Santa Catarina. Afinal, a vida e a luta continuam!
Saudações socialistas,
Wladimir Crippa
Um comentário:
O triste é constatar que em muitos estados o PSB não tem discurssão interna e que a chamada militancia não é chamada a debater ou participar das tomadas de decisões o que contraria o manifesto e os congressos do PSB. Lamento muito a saída do companheiro e desejo sucesso no seu novo partido que ganha com aquisição de um verdadeiro socialista que é vc Crippa
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