quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Da página 40 à página vermelha

Amigos, amigas, companheiros, quero informar que desde o dia 26 de outubro estou filiado ao Partido Comunista do Brasil - PCdoB. As razões de minha saída do PSB estão no blog Página 40.

Deixo muitos amigos no PSB, mas tenho certeza de que continuarei convivendo com aqueles que permanecerão nas lutas e movimentos sociais populares.

Agora é vida nova! É retomar a luta pela construção e consolidação de uma esquerda socialista em Florianópolis e Santa Catarina.

Muitos me perguntaram: mas você vai mesmo pro PCdoB? Ele não conseguiu nem ultrapassar a cláusula de barreira! A estes companheiros eu digo: o Partido Comunista foi fundado em 1922. Passou por muitas perseguições e ditaduras. Na maior parte de sua existência, esteve na ilegalidade. E sobreviveu a tudo isso. Vocês acreditam que não vá sobreviver a uma cláusula formal e antidemocrática? Eu tenho plena convicção que o PCdoB continuará a existir, com cláusula ou sem!

Outros ainda me diziam: mas Wladimir, você no PSB faz parte da direção, da Executiva da capital, vai ir pro PCdoB pra não ser nada lá? Meus amigos, vocês não imaginam como me sinto muito melhor sendo um filiado do PCdoB, do que sendo um dirigente do PSB. Neste momento, estou sendo honesto comigo! Estou onde deveria estar há muito tempo! Um partido que defende a construção de uma sociedade socialista, e que tem como perspectiva utópica (no sentido de um lugar que ainda não existe) uma sociedade sem classes sociais, sem explorados nem exploradores. Nesse sentido, não diria que sou e nem me sinto como um "nada"; pelo contrário, sinto que sou um "tudo" na medida em que me sinto em casa, na "casa do socialismo e da liberdade", como me disse o camarada Vinicius Puhl, companheiro de longa data.

Por último, surgiram ainda as perguntas que, por questão de amizade, não considerei ofensivas: o que você tá ganhando pra ir pro PCdoB? Ora, não é porque presenciamos diariamente no jogo político a prática do "toma lá, dá cá" que todos façam isso! Não ganhei nada e, mais importante ainda: não pedi nada. A única coisa que pedi, e já recebi, é um espaço partidário, um espaço para o fazer político, para a discussão, para a ação pensada e conjunta, e conjunta porque pensada.

Um espaço para construir uma nova sociedade, junto com homens e mulheres que também acreditam que a nossa utopia socialista pode e há de se tornar realidade.

Obrigado camaradas Paladini, Ângela, "Nanico", Stela, Volnei, Vinícius, e todos os que ainda não aprendi os nomes, por terem acolhido a mim e a minha companheira Rosa.

Um comentário:

Anônimo disse...

Companheiro!

"A Luta Continua" Sempre!